What about love?

Tudo começou com essa imagem:

Seguida por alguns comentários de uma amiga querida: “Menos que ‘de verdade’ não tá valendo” e “Mote da terapia amanhã: eu amo como as crianças”.

Pronto. Mente inquieta mode on.

Amor.

Afinal, o que é esse sentimento que faz com que nos importemos tanto com uma pessoa, a ponto de suas tristezas ou alegrias, nos causarem as mesmas emoções? De sua ausência nos trazer tristeza e desolação?

A verdade é que existem muitos tipos de amor. Amamos as pessoas de maneiras e em intensidades diferentes.

Uma pessoa que acabamos de conhecer pode ser amável. Pode nos inspirar tanta confiança e carinho a ponto de não querermos deixá-la mais se afastar muito.

Pessoas que povoam o seu dia a dia podem ser amadas. Pelo gesto gentil. Pelo sorriso caloroso. Pela cumplicidade no olhar. Não é preciso muito para que isso ocorra.

Tem as pessoas com quem nos identificamos. Porque tem características similares às nossas ou porque se encontram em situações pelas quais já passamos. A essas, nós amamos um pouquinho mais a cada troca de experiências.

Tem as pessoas que nos foram concedidas pela vida como bençãos ou desafios. Nossa família. Aqueles a quem amamos mesmo quando odiamos. Mesmo quando não concordamos com o que fazem. Mesmo quando eles não merecem ser amados.

O mesmo ocorre com os amigos de verdade. Se aceitam como são e, principalmente, se amam pelo que são. Podem passar muito tempo sem se falar, mas quando se encontram, é como se não tivesse passado nem um segundo. São a família que nós escolhemos. E lutamos para manter.

Tem o ‘amor romântico’. Aquele que começa como um frio na barriga, culmina em um desejo incontrolável e se transforma numa necessidade, num vício tão grande, que nos motiva a fazer as maiores e melhores loucuras da vida para estar ao lado daquela pessoa. Para fazê-la feliz. E que, mesmo depois de desgastado e cansado, ainda encontra motivos para ficar.

Tem o amor que dói. Aquele que se perdeu. Aquele que não se viveu completamente. Aquele que não foi correspondido. O que não existiu de verdade. Esses são difíceis de superar. De esquecer. Mas são os que nos ensinam o valor do verdadeiro. A importância da humildade. A necessidade do tempo certo.

Podemos confundir todos esses tipos de amor e, muitas vezes, darmos o amor errado à pessoa certa. Ou o amor certo para a pessoa errada.

Podemos sentir vários tipos de amor pela mesma pessoa. Dependendo da fase da vida. Da sintonia. Do ponto de vista. As pessoas mudam, nós mudamos, as coisas mudam. Por que o amor não mudaria?

Podemos deixar de sentir qualquer amor. Assim como podemos projetar sentimentos, auto-infligir emoções, também podemos causar um distanciamento emocional tamanho, de uma pessoa, situação ou cenário,  que, coisas que deveriam nos afetar profundamente, não causam qualquer reação. A morte de uma pessoa próxima, um rompimento, uma grande perda. A mente é poderosa, e pode sim controlar todo o restante do corpo e do espírito.

Mas, eu penso, a que preço? Que tipo de cicatrizes serão causadas no espírito nessa tentativa de parar de sentir o que é natural e intuitivo?

Por que ter emoções se tornou uma fraqueza no mundo atual? Uma vergonha?

Por que as pessoas se esforçam tanto para pensar racionalmente em vez de seguir seu coração, sua intuição?

Quando adultos admiramos a pureza e a sinceridade das crianças. Desejamos que todos sejam assim em suas relações. Autênticos e verdadeiros.

Mas desprezamos, isolamos e zombamos das pessoas que  demonstram essas qualidades. Os chamamos de imaturos. Infantis. Loucos…

Quando o mundo vai entender que a solução está em amar como as crianças? Sem reservas. Sem medo. Sem intenções. Amar simplesmente porque o amor nos torna mais felizes. E mais leves. E pessoas melhores.

E isso, só isso, já basta.

2 Comments to “What about love?”

  1. Já disse que sou fã da autora Gi?! =)

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: